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Conectividade: quase 21% do campo não tem acesso à internet

Canal Rural

A falta de internet no campo faz com que o produtor rural perca tempo e dinheiro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de pessoas que diz não ter acesso à rede na cidade é de apenas 1%, enquanto que no campo é de quase 21%. 

Para o diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Sérgio Kern, um dos entrevistados do programa Direto ao Ponto  deste sábado, 17, a conectividade é algo fundamental para a produção rural, que pode aumentar o índice de inovação e aumentar a produtividade. “Há necessidade de um entendimento de que as políticas públicas devem priorizar essa conectividade no campo”, ressalta. 

De acordo com ele, não é possível fazer ofertas de serviços sem ter a possibilidade de entregar o sinal de internet no interior do país. “O Brasil é um país extremamente peculiar porque tem um território imenso, e as soluções que se têm com sucesso em países desenvolvidos são países que contam com um território bem menor”, explica.

Durante o programa, Sérgio disse que leilõesde internet 5G estão muito próximos de ser em realizados e que há expectativa de mudança para editais que privilegiem a cobertura do sinal. “Além de se utilizar satélite, que é uma opção, tem a disponibilidade de se expandir a rede de serviço móvel para esse atendimento”.

Sobre o tipo de aplicação que vai ser usada no campo, ele afirma que existem diversas tecnologias, como 2G, 3G, 4G e o 5G. “O 5G vai possibilitar um uso intensivo de dados, mas na situação atual, as operadoras não têm possibilidade de sustentar essa oferta. Os tributos associados ao serviço de telecomunicações são extremamente altos”, contrapõe.

Já o representante da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, Daniel Stivelberg, esclarece que do ponto de vista da infraestrutura de conectividade para o produtor rural, é fundamental que se modernize a lei geral de telecomunicações. “A gente precisa modernizar o marco legal das telecomunicações, com a reorientação dos fundos de universalização de Telecom, para que se destine parcelas desses recursos pra isso”, diz.

Segundo ele, é preciso legislações municipais relacionadas à autorização de antenas para depois serem uniformizadas por uma lei federal. Daniel lembrou ainda que existe um projeto de lei tramitando no Senado sobre escolas conectadas. “Essa é uma das razões pelas quais a banda larga é importante, a gente quer que as escolas estejam conectadas, hospitais conectados no campo, uma série de benefícios que vão beneficiar as pessoas que estão no interior”, ressalta.

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